A reconstrução da ponte sobre o Arroio Marcondes, na RSC-471, em Sinimbu, representa uma das ações de recuperação da infraestrutura rodoviária do Vale do Rio Pardo após os danos provocados pelas enchentes históricas de 2024. A nova estrutura recebeu investimento de R$ 8,27 milhões e foi planejada para oferecer maior resistência diante da possibilidade de novos episódios de chuvas intensas.
Localizada no quilômetro 83 da rodovia, a ponte substitui a antiga travessia, que acabou sendo destruída pela força das águas durante os eventos climáticos que atingiram o Rio Grande do Sul.
A obra foi executada pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), com recursos provenientes do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), mecanismo estadual destinado a financiar ações de reconstrução e fortalecimento da infraestrutura.
Nova estrutura considera riscos de futuras enchentes
Diferentemente da antiga travessia, a ponte reconstruída foi desenvolvida levando em consideração estudos técnicos relacionados ao comportamento das águas e aos impactos de eventos climáticos extremos.
O projeto contou com informações do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Os levantamentos serviram de base para definir características da nova estrutura, incluindo sua elevação em relação aos níveis de inundação.
A intenção é reduzir a vulnerabilidade da travessia diante de possíveis novas enchentes, evitando que situações semelhantes às registradas em 2024 provoquem novamente a interrupção da ligação rodoviária.
A ponte possui 67 metros de comprimento e 12 metros de largura, com duas pistas destinadas à circulação de veículos.
Embora tenha sido projetada para apresentar maior resistência, a nova estrutura não elimina completamente os riscos associados a eventos climáticos de grande intensidade.
Tráfego foi liberado em agosto
A circulação de veículos pela nova ponte foi autorizada em agosto, durante ato que contou com a presença do governador Eduardo Leite.
A liberação restabeleceu a utilização da travessia, considerada importante para a mobilidade de quem depende da RSC-471.
O secretário estadual de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, destacou que a conclusão da ponte integra um conjunto mais amplo de investimentos em infraestrutura.
Segundo ele, apesar da entrega realizada em Sinimbu, outras intervenções seguem em execução tanto no Vale do Rio Pardo quanto em diferentes regiões do Estado.
Candelária também recebe investimentos superiores a R$ 55 milhões
Além da reconstrução da ponte em Sinimbu, o governo estadual mantém outra frente de obras rodoviárias no Vale do Rio Pardo.
Em Candelária, estão em andamento melhorias em um trecho de 12,8 quilômetros da VRS-858, com recursos superiores a R$ 55 milhões provenientes do Funrigs.
Os serviços incluem recuperação das condições do pavimento, implantação e adequação de sistemas de drenagem, sinalização rodoviária e execução de estruturas de contenção.
As intervenções buscam melhorar as condições de circulação e ampliar a segurança da rodovia, especialmente em situações de instabilidade do solo e períodos de chuvas intensas.
Modelo de contratação busca acelerar reconstrução
Uma das estratégias adotadas pelo Daer para dar maior agilidade às intervenções foi a utilização do chamado Regime de Contratação Integrada.
Nesse modelo, uma única empresa assume a responsabilidade tanto pelo desenvolvimento do projeto quanto pela execução dos serviços.
De acordo com o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, a modalidade permite reduzir etapas administrativas e evitar a realização de licitações separadas para diferentes fases de uma mesma obra.
A medida, segundo o dirigente, contribui para acelerar o andamento dos trabalhos e facilitar o cumprimento dos cronogramas estabelecidos.
Reconstrução busca preparar rodovias para novos desafios climáticos
As intervenções realizadas em Sinimbu e Candelária fazem parte dos esforços de recuperação da malha rodoviária estadual após os eventos meteorológicos que provocaram destruição em diferentes municípios gaúchos.
Além de restabelecer estruturas danificadas, os investimentos procuram incorporar critérios técnicos capazes de tornar pontes e rodovias mais resistentes a condições climáticas adversas.
No caso da ponte sobre o Arroio Marcondes, a utilização de estudos hidrológicos para orientar o projeto representa uma tentativa de adaptar a infraestrutura à possibilidade de novas enchentes.
Com a travessia já liberada e outras obras em andamento, o Vale do Rio Pardo segue recebendo investimentos voltados à recuperação das ligações rodoviárias e à redução dos impactos de futuros eventos climáticos extremos.






